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Creio que até hoje, a cada mixagem que você faz você sente uma melhora em seu som. Sabemos que isso ocorre porque seus ouvidos estão acostumando com os timbres e identificando melhor as freqüências.

Para este Artigo separei algumas dicas que uso na hora que estou mixando e que poderá fazer a diferença em sua próxima Mixagem.

Então vamos às dicas para sua Mixagem.

1 – Escute antes de começar a girar os botões.

Uma das coisas que sempre fiz quando iniciei, era mexer no equalizador ou compressor antes mesmo de escutar o áudio.

A primeira dica é: ESCUTE ANTES DE COMEÇAR POR A MÃO DA MASSA.

Talvez o timbre já esteja soando legal, e não é preciso fazer nenhuma modificação no instrumento.

2 – Separe os instrumentos por pastas.

A pior coisa durante uma Mixagem é ficar procurando uma trilha de áudio. Quantas vezes fiquei perdido em uma Mixagem procurando por uma frase de violão, simplesmente porque não coloquei nome no canal, e deixei ele misturado com outros instrumentos.

Então, coloque os nomes nas trilhas de áudio, e crie pastas para um grupo de instrumento.

Por exemplo:

Se você tem 5 canais de guitarras, crie uma pasta e coloque todas as guitarras dentro desta pasta.

Eu gosto de criar pastas para tudo, o projeto fica bem mais limpo e prático para mixar.

3 – Nunca se esqueça de criar Grupos.

Geralmente quando gravo algum instrumento estéreo, crio 2 canais mono, e jogo uma para cada lado, ou seja, L e R.

Depois disso crio um grupo para esses dois canais e faço a mixagem através desses grupos.

Desta forma não preciso abrir um equalizador para cada canal.

Fiz um Artigo sobre Grupos e caso queira saber mais sobre o assunto clique no link a seguir – O que é SubGrupo e como usar?

4 – Não julgue o som do instrumento quando ele estiver apenas SOLO.

Geralmente quando mixamos sempre damos um solo em um instrumento para equalizar ou comprimir.

Cuidado com isso, pois um instrumento pode soar legal quando estiver em solo, porém quando você for escutar ele na mixagem geral a sonoridade pode ser outra.

Eu já percebi uma coisa, quando estamos mixando um Bumbo, por exemplo, ficamos ali focados nele, e coloca grave e tira grave, e acentua em 4 KHz e atenua 400 Hz, e por ai vai. Passamos um determinado tempo só no bumbo, e quando vamos para a próxima trilha nossos ouvidos estão acostumados com aquela sonoridade, isso faz com que pensamos que o outro instrumento está faltando grave.

Por exemplo:

Um Bumbo tem a freqüência principal perto de 60 Hz, então estamos equalizando um instrumento grave. Logo em seguida vamos para a caixa, e a caixa tem muito ataque e faz com que pensamos que está faltando grave, sendo que na verdade nosso ouvido acostumou com o grave do outro instrumento.

Então ai vai à dica, escute sempre  o instrumento no geral, o que pode estar ruim solado pode estar bom no contexto.

5 – Desabilite o Direct do efeito FX.

Um erro que sempre cometia quando iniciei, era abrir os canais de efeitos e não desabilitar o Direct do Plug-in.

O Direct é som orignal do áudio, ou seja, quando abrimos um canal FX para um reverb, por exemplo, se deixarmos o Direct habilitado, quando for adicionar o reverb em um canal de áudio além do reverb ir para o canal, o áudio original vai ser aumentado também.

– Explicando detalhadamente…

No Nuendo tem os canais Sends, que é onde acionamos o reverb.

Sempre abro os efeitos nos canais FX, nele abro o reverb depois desabilito o Direct. Em seguida volto ao canal que quero aplicar o reverb e habilito o reverb no Send do canal.

Para ficar mais fácil para você, veja a imagem abaixo:

Na imagem abaixo você vai ver o Direct que existe no reverb:

O número 1 é onde se encontra o volume do som original “Direct”. O número 2 é a mesma coisa, porém é mostrado como WET/DRY, ou seja, com efeito ou sem efeito. Quando usamos o reverb no canal FX devemos deixar em 100, desta forma iremos ter apenas o reverb e não a volta do som original.

Essas são algumas dicas que uso na hora que estou mixando, é claro que existem muitas outras e estarei postando aqui no Blog.